Como em qualquer problema de saúde, receber o diagnóstico de Síndrome Quilomicronemia Familiar (SQF) pode trazer um alívio não apenas para o paciente, mas para seus familiares. No entanto, por ser uma doença rara, o paciente pode passar por até cinco especialistas diferentes antes de ter um diagnóstico. Isso ocorre porque os sintomas são muito parecidos com os de outras doenças.1
Os principais sinais e sintomas que podem auxiliar na identificação da SQF são, além do aumento dos triglicerídeos1
Ao notar mais de um desses sinais e sintomas abaixo, procure um especialista:
- Sangue viscoso
- Triglicérides acima de 880 mg/dL
- Dores abdominais recorrentes
- Crise de pancreatite
- Alteração de memória
- Confusão
- Fadiga
Qual médico procurar?
Existem alguns especialistas que podem auxiliar no diagnóstico da SQF, entre eles cardiologistas e endocrinologistas. No entanto, alguns outros sintomas podem ser diagnosticados por outros especialistas, como é o caso da aparência leitosa nas veias e artérias da retina, que pode ser observada por um oftalmologista.2
Além desses, o paciente também pode procurar especialistas de confiança nas áreas:2
- Gastroenterologista
- Geneticista
- Médicos de Emergência
- Intensivistas
- Oftalmologista
- Cardiologista
- Pediatra (para o caso de menores de 12 anos)

Como é feito o diagnóstico da SQF?
O diagnóstico da SQF pode ser feito através do exame clínico ou laboratorial. No primeiro caso, o médico pode identificar sinais como hepatomegalia, que caracteriza o aumento anormal do tamanho do fígado, depósito de gorduras na pele e, em alguns casos, na retina.2
Apesar de ser uma doença genética e estar presente na vida do paciente desde o nascimento, os sintomas não se manifestam em uma idade específica, o que dificulta o processo de diagnóstico da SQF.1
Entre as avaliações que podem ser feitas, está a da ausência ou baixa atividade da enzima lipoproteína lipase (LPL) por meio de uma amostra de sangue. Além disso, também é possível realizar um exame genético, que pode ser solicitado pelas especialidades médicas citadas acima.1
Quanto mais cedo o diagnóstico acontece, mais rápido o paciente consegue iniciar o tratamento para garantir uma melhor qualidade de vida. Por isso, busque orientações médicas em caso de sintomas ou desconfiança.2
Referências
- Falko JM. Familial chylomicronemia syndrome: a clinical guide for endocrinologists. Endocr Pract. 2018;24(8):756–763.
- Sugandhan S, Khandpur S, Sharma VK. Familial chylomicronemia syndrome. Pediatr Dermatol. 2007;24(3):323–325
